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Parem de Ajudar os Ricos

A frase não é minha, nem de um soviético, cubano ou venezuelano. Menos esquerdista impossível, o autor da frase é nada menos que Warren Beffet, que escreveu o seguinte artigo no NY Times anteontem.

Stop Coddling the Super-Rich

By WARREN E. BUFFETT
Published: August 14, 2011

OUR leaders have asked for “shared sacrifice.” But when they did the asking, they spared me. I checked with my mega-rich friends to learn what pain they were expecting. They, too, were left untouched.

While the poor and middle class fight for us in Afghanistan, and while most Americans struggle to make ends meet, we mega-rich continue to get our extraordinary tax breaks. Some of us are investment managers who earn billions from our daily labors but are allowed to classify our income as “carried interest,” thereby getting a bargain 15 percent tax rate. Others own stock index futures for 10 minutes and have 60 percent of their gain taxed at 15 percent, as if they’d been long-term investors.

These and other blessings are showered upon us by legislators in Washington who feel compelled to protect us, much as if we were spotted owls or some other endangered species. It’s nice to have friends in high places.

Last year my federal tax bill — the income tax I paid, as well as payroll taxes paid by me and on my behalf — was $6,938,744. That sounds like a lot of money. But what I paid was only 17.4 percent of my taxable income — and that’s actually a lower percentage than was paid by any of the other 20 people in our office. Their tax burdens ranged from 33 percent to 41 percent and averaged 36 percent.

If you make money with money, as some of my super-rich friends do, your percentage may be a bit lower than mine. But if you earn money from a job, your percentage will surely exceed mine — most likely by a lot.

To understand why, you need to examine the sources of government revenue. Last year about 80 percent of these revenues came from personal income taxes and payroll taxes. The mega-rich pay income taxes at a rate of 15 percent on most of their earnings but pay practically nothing in payroll taxes. It’s a different story for the middle class: typically, they fall into the 15 percent and 25 percent income tax brackets, and then are hit with heavy payroll taxes to boot.

Back in the 1980s and 1990s, tax rates for the rich were far higher, and my percentage rate was in the middle of the pack. According to a theory I sometimes hear, I should have thrown a fit and refused to invest because of the elevated tax rates on capital gains and dividends.

I didn’t refuse, nor did others. I have worked with investors for 60 years and I have yet to see anyone — not even when capital gains rates were 39.9 percent in 1976-77 — shy away from a sensible investment because of the tax rate on the potential gain. People invest to make money, and potential taxes have never scared them off. And to those who argue that higher rates hurt job creation, I would note that a net of nearly 40 million jobs were added between 1980 and 2000. You know what’s happened since then: lower tax rates and far lower job creation.

Since 1992, the I.R.S. has compiled data from the returns of the 400 Americans reporting the largest income. In 1992, the top 400 had aggregate taxable income of $16.9 billion and paid federal taxes of 29.2 percent on that sum. In 2008, the aggregate income of the highest 400 had soared to $90.9 billion — a staggering $227.4 million on average — but the rate paid had fallen to 21.5 percent.

The taxes I refer to here include only federal income tax, but you can be sure that any payroll tax for the 400 was inconsequential compared to income. In fact, 88 of the 400 in 2008 reported no wages at all, though every one of them reported capital gains. Some of my brethren may shun work but they all like to invest. (I can relate to that.)

I know well many of the mega-rich and, by and large, they are very decent people. They love America and appreciate the opportunity this country has given them. Many have joined the Giving Pledge, promising to give most of their wealth to philanthropy. Most wouldn’t mind being told to pay more in taxes as well, particularly when so many of their fellow citizens are truly suffering.

Twelve members of Congress will soon take on the crucial job of rearranging our country’s finances. They’ve been instructed to devise a plan that reduces the 10-year deficit by at least $1.5 trillion. It’s vital, however, that they achieve far more than that. Americans are rapidly losing faith in the ability of Congress to deal with our country’s fiscal problems. Only action that is immediate, real and very substantial will prevent that doubt from morphing into hopelessness. That feeling can create its own reality.

Job one for the 12 is to pare down some future promises that even a rich America can’t fulfill. Big money must be saved here. The 12 should then turn to the issue of revenues. I would leave rates for 99.7 percent of taxpayers unchanged and continue the current 2-percentage-point reduction in the employee contribution to the payroll tax. This cut helps the poor and the middle class, who need every break they can get.

But for those making more than $1 million — there were 236,883 such households in 2009 — I would raise rates immediately on taxable income in excess of $1 million, including, of course, dividends and capital gains. And for those who make $10 million or more — there were 8,274 in 2009 — I would suggest an additional increase in rate.

My friends and I have been coddled long enough by a billionaire-friendly Congress. It’s time for our government to get serious about shared sacrifice.

Warren E. Buffett is the chairman and chief executive of Berkshire Hathaway.

 

Tabela comparativa do Imposto de Renda em diversos países:

Minha opinião:
– Rico no Brasil paga pouco imposto (eu inclusive).
– Baixar impostos não gera emprego e nem renda.
– A ação do Estado é fundamental para manter o equilíbrio e o bem estar da sua população. Para ficar só na economia, se não houvesse ação do Estado brasileiro, a política americana de desvalorização do dólar já teria feito a cotação chegar a R$1,00. Bom pra quem quer comprar iPad e PS3, mas possivelmente fecharíamos todas as siderúrgicas e a Vale (que, de repente, ficaram “ineficientes”) e teríamos uma legião de desempregados.
Enfim, só uma opinião.
Abs.
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13 comentários sobre “Parem de Ajudar os Ricos

  1. WB sempre foi a favor de se taxar mais os mais ricos. Ele nunca entendeu pq ele paga mais impostos que sua secretária assistente jah que ele eh ligeiramente mais rico que ela.

    Em tempo: os dois pagam menos que nós Brasileiros…

    1. Na verdade, o que o WB (e eu, modestamente, também) critica é a inequidade da arrecadação. A partir de uma certa faixa de rendimentos, acaba a progressão, o que é injusto. Veja o Brasil: nossa alíquota máxima de IR é 27,5%, ganhe você 4.000,00 ou 400.000,00 por mês. Reduzir mais a alíquota de quem ganha 400.000 não gera um emprego sequer, e faz faltar serviços públicos essenciais.
      Poderíamos passar o IR para 39,6%, como nos EUA, e reduzir PIS e COFINS, por exemplo. Poderíamos ter um imposto que “marcasse” o dinheiro e impedisse a sonegação, como a CPMF que, infelizmente, foi extinta. E por aí vai.
      Só não acho que podemos ter gente com salário de US$15M por ano pagando a mesma alíquota de IR de quem ganha 4mil.
      Ter um estado forte e que arrecada bastante é bom. Estado mínimo só funciona para afortunados e em momentos de bonança. Se bem que nas crises, mesmo o estado raquítico bota os incautos pra sofrer mais um pouco, mas não deixa a peteca dos banqueiros e super-ricos cair.

      1. Tirando o fato de discordar da função do Estado (por ser neoliberal), eu fico impressionado com a sua corajem de se achar no mesmo patamar que o WB… Na sua idade ele não tinha o que você já conquistou, seja em prosperidade ou em conhecimento. Mas, acima de tudo, você é muito superior a ele porque ele nunca me teve como amigo….

  2. Realmente… nunca ele teve um amigo tão corajoso e inteligente. Corajoso porque aguenta rindo o que eu não aguento chorando. Inteligente porque atrás dele eu sou mesmo um jumento…

  3. Dia 16/08 Lancei petri20 a 1,37 IFR estava 74 – lancei ITM por causa das altas fortes, nao contava com o dia de hoje….recompra nos 0,82 , taxa liquida 2,51 ….
    Agora solicito explicações dos mestres….
    O Delta da bicha tava em 80% e a cotação era de R$20,70, se para cara R$ 1,00 da petrolina a mesalina tinha que desvalorizar 0,80 , expliquem magnanimos, porque a cotação chegou a R$ 19,77 e a mensalina so chegou a 0,89 .
    20,70 – 19,77 = R$0,93 * 80% = R$0,69 entao a mesalina deveria desvalorizar isso com essa cotação estou certo magnanimos? entao o preço da bendita deveria ser R$1,37 – 0,69 =R$0,68

    …!!!???

    1. Na teoria mais ou menos isso… o que acontece é que para cada variação que REALMENTE ocorre, o delta da opção vai se alterando (ele não permanece nos 0,80). Mas o principal é que, quando você estuda o delta, você assume uma volatilidade futura (a única variável desconhecida no Black and Scholes). Se a variável real é diferente da que você adotou como premissa, o resultado acaba sendo também diferente.
      Então, estas duas coisas ocorrem… compreendeu GildSon?

    2. Bela operação Gildson. Lançar Petri20 nessas épocas exige sangue frio e um aconpanhamento de perto do mercado. Muita emoçao. Mas me diga: pq voce recomprou a 0,82. Era seu objetivo inicial? Seu ganho foi fantástico!! Parabéns!!

  4. Mas Gildson, deixa eu confirmar uma coisa. O IFR da Petr4 não chegou a 74… você analisa o IFR da opção????

    1. Agora estou convencido de que sou realmente um aprendiz nas maos de mestres superdotados (no bom sentido calderon), como nao pensei nisso antes ….consultando a bola de cristal black & Scholes realmente o delta ja esta em 62 % mas que falta de consideraçao com uma sardinha !!!! Mas magnanimo se o delta esta atrelado a uma variavel desconhecida, como calcular o comportamento dos preços das mesalinas de forma confiavel (se e que se pode confiar nessas meninas) ??? analizar o gama ? mas o gama nao esta ligado ao delta ? (aff deu no cego agora)
      Quanto ao IFR estudo somente o dos papiros, e ja da um trabalho….e corrigindo….to com o grafico e a nota da corretora minimizados aqui, realmente, o dia do lançamento foi de 17/08/11 e o IFR estava em 64 nao 74 (rss pelo menos no meu meu grafico DESCULPE MINHA FALHA).

      1. Você pode confiar nas opções, mas não pode confiar no seromano (sic) que as opera…kkkkkkk

  5. Entao… mas me esclareça por favor magnanimo, preciso desvendar os misterios ocultos na bola de cristal B&S….. se o delta esta atrelado a uma variavel desconhecida, como calcular o comportamento dos preços das opções de forma confiavel, analizar o gama ? mas o gama nao esta ligado ao delta ?

    1. A variável é desconhecida se você quiser um valor preciso. O que importa no caso do B&S não é a precisão. Utiliza-se a volatilidade anterior que dá uma visão razoável para tomada de decisões. Neste caso atual, houve uma variação mais forte da volatilidade com quedas fortes sucessivas. Desta vez funcionou menos que o normal. Mas o B&S é para estudo e planejamento, não se deve esperar que ocorra exatamente em nenhum caso, mesmo que se acerte em cheio a volatilidade (lembre-se de que os mercados são irracionais).
      O gamma dá alguma orientação sobre quanto o delta vai mudar, mas tb não serve completamente por que ele próprio é alterado,,, O ideal é usar sabendo que o grau de confiança não é 100%.

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